Já tinha um bom tempo que queríamos conhecer Hidrolândia, mas o alinhamento dos astros para tal estava difícil (final de semana livre + sol + calor + vacina contra febre amarela). Foi o verão de 2016 babando…e assim como o andar as estações, veio o verão de 2017. Viajem planejada, folga no trabalho solicitada e …pico de Febre Amarela. Aí foi esperar toda a família estar imunizada, a pequena com as duas doses (o que era recomendado na época) para voltarmos a esperar o alinhamento dos astros que…veio em Abril. Feriado de Tiradentes, previsão de sol, e hora de planejar a viagem. A ideia não era dormir lá (que tem área de camping), mas sim passar o dia e depois partir para conhecer outras cachoeiras da região do Caparaó.
Cachoeira de Hidrolândia
Dei uma conferida nas distâncias, entradas que deveria ficar atenta e demais dicas no Destinões, e depois de ligar para o Sr. José Gomes (responsável pela área) para saber se precisava fazer reservas, partimos rumo as Cachoeiras de Hidrolândia (não precisava, reservas apenas para quem for ficar no camping). O valor de manutenção em Abril/17 era de R$8,00 (oito reais), e crianças são free. Lá tem banheiros a disposição dos usuários, além de se perceber algumas melhorias, como na trilha de acesso ao poço da cachoeira.
Segundo eles mesmos descrevem na página do Facebook, “Hidrolândia é um complexo de cachoeiras do Rio Brás, próximo à localidade de São João do Príncipe, a 50 km da sede do município, que conta com portaria, estacionamento, bar, lanchonete, restaurante, banheiros, Camping e trilhas em meio a Mata Atlântica. É uma propriedade particular da família Gomes há mais de meio século, com aproximadamente 300 hectares dos quais 150 são de Mata Atlântica preservada e reflorestada, e o restante na agricultura familiar na produção cafeeiraHidrolândia Parque orgulha-se de ser um ambiente familiar, sendo integrante do Circuito Serras, Águas e Cafezais”
Saímos de Vitória por volta das 8 horas da manhã, e subimos rumo a Hidrolândia no nosso ritmo. Como viajamos com a pequena, uma parada na ida já era certa, e o local que casou foi na Casa da Bica, em Marechal Floriano. A parada foi rápida, e logo já estávamos rumo a Hidrolândia novamente.
No roteiro de viagem, seguimos até Iúna, mas não se entra na cidade. Continua seguindo pela BR262, e cerca de 8 km da divisa do ES com MG, entramos rumo a Hidrolândia. A estrada por ali passa a ser de terra, e faz parte da Rota Imperial, com vários marcos durante a mesma. As paisagens que se percorre são lindas, muitos cafezais e fragmentos de mata. A fim de orientar quem por ali passa, há uma sinalização horizontal própria na estrada de terra batida, com setas indicando as rotas principais durante o caminho. A entrada para Hidrolândia Parque é sinalizada por uma pequena placa de madeira, indicando que é hora de sair da Rota Imperial. Atenção neste trecho até o estacionamento é importante, visto que em muitas partes não cabem dois carros.
BR 262 – Rumo a Hidrolândia
Na Rota Imperial
Em uma das pontes que a Rota Imperial corta
Entrada para Hidrolândia Parque
Estrada para Hidrolândia
Estacionamento de Hidrolândia

Chegamos já próximo de meio dia, e decidimos almoçar antes de conhecer a cachoeira. Lá tem restaurante com uma gostosa comida caseira, opção para suco. A comida é por quilo, e o preço estava  R$32,90 em Abril de 2017. Tem também alguns doces para sobremesa, industrializados.

Hora de matar a fome!
Servidos?

Depois de satisfeitos, foi a hora de conhecer o local. São duas sequências de poços (cachoeiras) na propriedade, e preferimos ir logo na sequência ‘mais famosa’. O início da trilha é sinalizada, e em poucos metros chegamos no primeiro poço. O nível da trilha é fácil, mas exige atenção para não escorregar.

Início da trilha
Trilha
Primeiro Poço

Neste momento resolvemos descer um pouco mais, para o poço principal. E na volta, parar um pouco no primeiro poço. A ansiedade para ver aquelas águas verdes e claras estava grande!

Chegando mais!
Águas geladas!!!!!!
Manu entrando numa fria!
A reação da pequena foi ótima!
Percebe um embaçado nos cantos da foto? Era de frio!
E Manu resolveu ficar na pedra – se aquecendo!
E volta e meia caia na água
Um pouco mais
Hidrolândia
De outro ângulo

O poço é lindo, águas estupidamente claras e esverdeadas, e o seu centro é profundo – tanto que tinha gente pulando da pedra ali. Por imaginar que a água seria fria, ir num dia de sol a pino era a intenção. E estava! Fora da água, rapidamente dava para suar. E dentro, rapidamente também se refrescava.
Ficamos ali um bom tempo, e depois resolvemos descer para conhecer o restante das quedas. Aqui já digo que a descida com a Manu não foi nada trivial – muitas pedras com alguns trechos tendo que passar dentro da água. Mas fomos indo aos poucos, devagar, e com a intenção de chegar ao máximo com segurança. Em muitos trechos era necessário primeiro ir um, pegar Manu para o outro conseguir passar. Então já fica o alerta – se for com criança, sejam cuidadosos e a criança, sem medos.
Outra dica importante: desça de chinelos, para não escorregar (caso não seja acostumado a estas trilhas). E traga repelente – será útil!

Aventura com a pequena
Dos trechos que passamos
Muita água e pedra
Uma parada para a foto!
Nós!
Apaixonante, não?
Pimentinha!
Águas claras!
E a qualquer parte da descida, dava para parar e relaxar um pouco mais!
Apreciando a natureza
Nossa pequena grande companheira
A recompensa!

Chegar ao poço com o tronco foi ótimo, sensação delícia! Mas o caminho em si é muito gostoso. São diversas de quedas d’água, águas transparentes e uma paisagem ímpar. Encontramos algumas aranhas no caminho, camufladas nas pedras – então aqui reforça o cuidado e atenção que este trecho exige. Voltando para o poço principal, demos um último tibum ali e iniciar o tchau.

Mais dele
Dá para entender tanta beleza?
Sem boia e acompanhada

Subindo paramos no primeiro poço, aquele que só passamos rápido na descida, brincamos um pouco ali e fizemos umas artes também. A parte boa ali é que por ser mais raso, Manu ficou mais independente. E também por ser mais raso, e impressão que dá é que a água não é tão fria.

Primeiro Poço
Explorando a beleza do lugar
We!
Pequena companheira!
Nós again!

 

Apenas GRATIDÃO
Sobre um pouco de equilíbrio

E como quando a gente tá num lugar legal o tempo voa, nem vimos o final da tarde chegar. Não conseguimos conhecer os outros poços (sad!) mas saímos dali muito gratos por ter tido a oportunidade de conhecer Hidrolândia Parque.
O lugar é muito gostoso, e para quem gosta de um pouco de aventura, ideal. Como as águas são bem geladas, é quase um tratamento estético contra o envelhecimento (viu mulheres!). Para não dizer que eramos os únicos com criança, havia mais uma pequena lá (devia ter a idade da Manu para menos). Descer até o último poço, só vi a gente, mas acredito que todos devam ter esta experiência.
Como a região serrana esfria ‘rápido’, aconselho aqui levar uma blusa comprida e calça de malha para os pequenos, além de muita água. Não tivemos fome até a hora de ir embora. Aí tínhamos no carro umas frutas e biscoitos, além de suco (que ainda estava quase congelado). Mas dependendo do caminho que for percorrer, há algumas boas paradas na estrada.

No mais, aproveitem e preservem Hidrolândia Parque!

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