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Iberê Camargo está na lista das coisas a se fazer na capital gaúcha. Aliás, Porto Alegre tem diversas atrações, e escolher o que fazer num curto período de tempo na cidade não é algo trivial.

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Das Janelas do Iberê, o Guaíba

Mas como estávamos retornando de Bento Gonçalves, a ideia era fazer algo mais leve, que não deixasse a gente muito cansado para o dia seguinte. E assim, escolhemos passeios pela orla do Guaíba para fazer naquele domingo a tarde.

Chegamos na capital gaúcha e logo fomos almoçar. A ideia era comer algo na orla, mas não tivemos sorte com o horário (já próximo das 14 hs) e muito menos com os restaurantes.

Como o tempo não era nosso aliado, já que queríamos ir a algum lugar antes do passeio de barco pelo Guaíba, a opção mais perto e rápida foi no shopping da cidade. Almoço sem qualquer glamour, uma torta de sorvete de sobremesa e lá fomos nós ao rolê por Porto Alegre.

Iberê Camargo – o Artista

Nascido em Restinga Seca, interior do Rio Grande do Sul em 1914, Iberê Camargo foi um artista de reconhecido rigor e sensibilidade. Em 1947, através de sua obra Lapa, ganhou um prêmio que lhe deu a oportunidade de ir para a Europa estudar ainda mais. De volta ao Brasil, continuou conquistando prêmios diversos, tanto nacionais quanto internacionais, em diversas bienais pelo mundo.

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Só eu e Manu que associamos este quadro ao disco do Pink Floyd ou mais alguém tá conosco?

A estimativa é que Iberê tenha produzido mais de 7 mil obras ao longo de sua vida artística, como pinturas, gravuras, guaches e desenhos. Seu acervo está disponível hoje na Fundação Iberê Camargo, e também pode ser acessado digitalmente.

Iberê Camargo faleceu em 1994, aos 79 anos e produzindo no final de sua carreira já no interior do seu ateliê obras com temáticas de carretéis, que o levaram no fim a abstração.

Iberê Camargo – a Fundação

A Fundação Iberê Camargo nasceu um ano após a morte de Iberê, em 1995, com o intuito de preservar, investigar e divulgar o acervo de Iberê Camargo e também aproximar o público deste artista brasileiro de destaque do século XX.

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Recomendações importantes e personalizadas do Iberê Camargo – Porto Alegre/RS

A partir de 2017, a Fundação ampliou a sua visão, promovendo também o diálogo com outros campo de conhecimento, como a filosofia, sociologia e antropologia, entre tantas outras áreas correlatas com a arte. A diversidade da Fundação vai desde o seu prédio, com projeto arquitetônico do português Álvaro Siza, a diversidade de suas exposições. Alias, seu projeto arquitetônico recebeu em 2002 o troféu Leão de Ouro na 8ª Bienal de Arquitetura de Veneza.

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E a arquitetura do Iberê Camargo com suas linhas já é um arraso!

Quando fomos, embora em janeiro de 2019, estava em exposição a mostra Formas em Movimento, que apresenta um recorte de obras do artista. Outras exposições ali acontecem, de artistas diversos e selecionados por meio de editais.

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Ode a Entropia – Formas em Movimento – Iberê Camargo – Porto Alegre/RS

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Sobre a arte do magnetismo na Exposição Formas em Movimento, no Iberê Camargo – Porto Alegre/RS

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Seria o MAR?

Quando fomos, havia ainda uma área interativa, onde monitores incentivavam a produção de desenhos sobre sulfite, que depois eram expostos.

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Manu com um sulfite colaborando para a exposição

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A coletividade da Exposição Formas em Movimento

Informações Importantes

A entrada na Fundação Iberê Camargo é gratuita, mas colaborações são bem vindas. Os horários de funcionamento são de quarta-feira a domingo, das 14 às 19 horas, sendo que o último horário para entrar é às 18h30.

Para grupos maiores que 10 pessoas, há a opção de visita mediada, sendo necessário agendamento pelo telefone +55 51 3247 8001 ou e-mail agendamento@iberecamargo.org.br. As visitas agendadas são realizadas de quartas a sextas-feiras às 9h30, 11h, 13h, 14h, 15h e 16h; e na quintas-feiras, às 9h30, 11h, 13h, 14h e 16h.

Há estacionamento (pago) no subterrâneo da Fundação, e um café praticamente anexo a esta – mas não chegamos a ir lá para deixar nossa opinião.

Nossa Perspectiva

Conhecer a Fundação e a história de um artista premiado brasileiro sempre é uma boa sensação. A visita é leve, tranquila e com monitores para auxiliar em caso de dúvida. Logo na entrada nos é explicado o funcionamento, e inclusive há como deixar água/bolsa guardados ali.

Manu, como sempre, curtiu e interagiu. Não entendeu muito das linhas do prédio, mas viajou nos quadros e tentando fazer relações com cenas do cotidiano.

Ficamos ali por cerca de 40 minutos, e foi o tempo suficiente para vermos com calma todas as obras. Como as exposições variam, pode ser que com outra parte do acervo, leve mais ou menos tempo.

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Sobre as intervenções humanas não programadas mas que combinaram!

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