Inhotim

Conhecer o Instituto Inhotim era uma vontade antiga, desde quando Manu ainda engatinhava. As fotos deste Museu sempre chamavam atenção, e o verde envolta das obras só aumentavam a vontade de conhecer o Instituto. 

Instituto Inhotim – Brumadinho – MG

Idealizado em uma propriedade particular pelo mineiro Bernardo de Mello Paz, Inhotim começou com a visitação de escolas da região, e em 2006 foi aberto ao público geral. Antes de completar 10 anos, passou a ser merecidamente reconhecido na mídia nacional como o maior centro de arte ao ar livre da América Latina e um dos mais importantes acervos de arte moderna do Brasil. 

Como chegar em Inhotim

Localizado em Brumadinhoa cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte,  para visitar Inhotim é possível fazer tanto o bate-volta da capital mineira ou escolher uma das aconchegantes pousadas de Brumadinho e se hospedar por ali. Tudo irá depender de quanto tempo irá destinar ao Instituto.
 

No nosso caso, tiramos um dia inteiro para o passeio, e preferimos ficar hospedados em Belo Horizonte. O deslocamento de Belo Horizonte até Inhotim foi feito com carro, seguindo pela BR 381 em direção a Betim/São João de Bicas. A saída para Inhotim é bem sinalizada, mas seguir o GPS é uma boa. O blog Viaje na Viagem fez um roteiro bacana com todas as opções para chegar em Inhotim, e para quem vai testar outros modais de transporte, aconselho a leitura.

Onde Comer em Inhotim

Já esperando que os visitantes passariam ao menos o dia em Inhotim, o Instituto reservou espaços para a alimentação. São dois restaurantes (Tamboril e Oiticica), o bar do Ganso, o café das Flores, uma lanchonete próxima a galeria True Rouge e uma hamburgueria próximo a galeria Galpão espalhados pelo instituto. Boa parte fecha às 17 horas, mas como alguns podem fechar antes, vale a pena conferir o horário de onde deseja comer.
Nós almoçamos no Oiticica, pois o restaurante Tamboril estava em reforma quando fomos a Inhotim. O pequeno detalhe é que não perguntamos isso na entrada, andamos em direção ao Tamboril por volta das 13 horas e chegando lá descobrimos que teríamos que nos deslocar ao Oiticica. Então fica a dica de conferir se está tudo certinho com as praças de alimentação. 
Sobre o Oiticica – a comida é muito saborosa, e sempre são repostas as opções de buffet. Não considero que valha a pena as sobremesas de lá, pois são caras e não são tão apetitosas. Diferente das opções de drinks e da carta de vinhos – vale a pena experimentar algo que combine com suas opções para o almoço.
O blog Viagem e Gastronomia fez um post bem legal falando dos restaurantes de Inhotim e do que esperar no Tamboril. Recomendo a leitura caso queira também casar a visita ao Instituto com experimentações gastronômicas. Embora tenha alguns bebedouros pelo instituto, aconselho aqui carregar uma garrafa com água e alguns lanche leve contigo.

O que fazer em Inhotim
Ir com a pretensão de visitar todo o acervo de Inhotim em um dia pode até ser seu objetivo, mas acho que aí não teria tempo para de fato apreciar as obras e o seu entorno. Por isso, acredito que o mais viável, caso tenha alguma parte ou artista que deseja muito ver, já identificar em qual área do Instituto ele está localizado, e ir aproveitando as obras, galerias e jardins que estão no caminho.
Já li que para conhecer todo o acervo seriam necessários ao menos dois dias. No passo que a gente fez a visita, chutaria uns quatro. Poder parar para apreciar o entorno, respirar, fechar os olhos, escutar os pássaros e poder comer com calma também apreciando o menu do Museu faz parte da experiência – e por isso, não se prive destes momentos de prazer.
Antes de ir a Inhotim, fui buscar informações do que era imperdível e as dicas do que fazer em um dia. Freneticamente anotava a obra que queria ver de acordo com os posts que ia lendo, até que li um onde a dica era ir sem uma programação, para deixar as obras te surpreender. Na hora, parei a busca e tentei limpar a mente de toda influência que tinha tido até ali, e segui essa dica. 
Chegamos  logo cedo – às 9h30 – na tentativa de aproveitar o máximo o dia por ali. Enfrentamos uma pequena fila para comprar os ingressos, e em menos de 15 minutos já estávamos entrando no museu. Optamos por não comprar o passe do carrinho (até porque não queríamos seguir nenhuma rota e aproveitar o máximo do paisagismo do local). Ao entrar, fomos a beira do lago próximo a entrada, sentamos com o mapa e Manu escolheu o primeiro lugar que iríamos. 
Sobre os carrinhos – como Inhotim é grande, é possível junto com o ingresso adquirir passes que lhe permitem andar nos carrinhos (tipo aqueles de golf) pelo Instituto. Para tal, é necessário que escolha um eixo de orientação (laranja, amarelo ou rosa) e compre o passe para aquele eixo. 

Entrada do Instituto e os carrinhos de deslocamento interno (caso tenha adquirido o passe para tal)

 

Manu escolhendo a primeira obra que iríamos ver

Durante todo o dia, ora íamos pelo caminho que queríamos seguir, ora seguindo as sugestões dos monitores e outras escolhendo no mapa uma galeria para visitar e aproveitando o caminho. Não chegamos a visitar nem 30% de tudo o que tem em Inhotim, mas aproveitamos plenamente cada espaço visitado – inclusive almoçando calmamente. Também nos perdemos pelas trilhas em alguns momentos, e na intenção de chegar a determinada galeria, parávamos em outras locações.
Do que vimos, Manu interagiu bastante com a Galeria Cosmococa. Fomos a esta galeria orientados por uma das monitoras de Inhotim, enquanto estávamos na Galeria Cildo Meireles. A Galeria Adriana Varejão também foi uma grata surpresa. Mas não dá para falar de Inhotim sem mencionar o paisagismo – os lagos, palmeiras, árvores e todas as cores encantam. Os jardins temáticos também são encantadores – e merecem um tempo de apreciação.

Lago – Inhotim

 

Esculturas em Bronze – Sem nome – Edgard de Souza – Inhotim

 

Brincando com as palmeiras – Inhotim

 

Invenção da cor, penetrável Magic Square #5, De Luxe do artista Hélio Oiticica – Inhotim
Galeria True Ruge – Inhotim
Lago em frente da Galeria True Ruge – Inhotim
Manu, faz uma pose bem bonita – taí!

 

Seriam as cores do outono em Inhotim?

 

Largo das Orquídeas – Inhotim

 

Abusando do paisagismo de Inhotim

 

Sobre o tamanho da natureza – Inhotim

 

Mais dos lagos de Inhotim
Um pouco da Galeria de Cildo Meirelles
Um pouco de nós três em Inhotim
Calecanto provoca maremoto – óleo e gesso sobre tela – Adriana Varejão

 

Galeria Adriana Varejão – Inhotim

 

Jardim Veredas – Inhotim

 

Piscina – Jorge Macchi – Inhotim

Aqui são apenas algumas fotos do que vimos. Estar em Inhotim é fascinante, e Manu se amarrou em tudo – e reclamou de não termos levado biquíni (então já fica a dica). Outra coisa boa é pensar num calçado confortável – mesmo com o transporte interno, acredito que se ande muito em Inhotim.

Galpão – Inhotim

Um pequeno detalhe que até poderia fechar este post omitindo é o fato que fomos praticamente expulsos de Inhotim. Isso mesmo! Mas calma lá, não foi por vandalismo e nem nada do tipo – é que na nossa cabeça, as galerias que fechavam às 17 horas, e depois deste horário poderíamos ainda andar pelos jardins. E assim foi. Deu 17 horas e estávamos saindo da Galeria Psicoativa Tunga (uma das mais afastadas na entrada). Ainda queríamos passar pelo Jardins Desértico, de Transição e o de Todos os Sentidos antes de irmos para a saída. Mas um dos monitores nos encontrou e informou que não era mais possível a visitação, e nos acompanhou até a saída. Então já sabem – podem até estar na Galeria mais longe da saída, mas depois das 17 horas, só dá para andar rumo a ela!
No mais, aproveite! E caso não tenha pretensão de ir lá por agora, existe a possibilidade de fazer um tour virtual pelo site do Instituto – não perca!

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