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Paraíso da vitivinicultura no Brasil, Bento Gonçalves reserva muito mais do que os passeios pelos parreirais e vinícolas. E o que fazer em Bento envolve uma lista gostosa com turismo rural, de aventura e muita história.

casa da ovelha

Um pouco sobre o pastoreio de ovelhas em Bento Gonçalves

A influência da imigração italiana é marcante tanto no município como em toda a região do Vale dos Vinhedos. E por isso, ir a Bento e não ter uma experiência que remonte e nos conte sobre o desenvolvimento local e a cultura italiana é praticamente impossível.

Assim, neste post a gente montou um roteiro de 3 dias por Bento Gonçalves, ideal para aquele final de semana prolongado, com um pouco da nossa experiência pela cidade e o que julgamos, na nossa humilde opinião, que há de melhor por ali.

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Sob os parreirais da Cristofoli, em Bento Gonçalves

Primeiro Dia: Chegando em Bento Gonçalves e entrando de cabeça na cultura italiana

Sugerir logo de cara segurar toda a vontade de se jogar numa vinícola é difícil, mas pensei o roteiro que eu gostaria de ter feito, com o conhecimento que tive e os lugares que visitei, invés de simplesmente replicar aqui, em ordem cronológica, aquilo que fizemos de bom.

E como nem todas as cidades brasileiras tiveram forte influência da imigração italiana, e entendendo a importância desta para tudo o que a gente vivencia em Bento Gonçalves, pensei num roteiro em que casa experiência só some para que os dias em Bento sejam incríveis. Daí, a sugestão para o primeiro dia, após deslocamento até Bento e o checkin no hotel, a dupla dinâmica Maria Fumaça e Epopeia Italiana, nessa ordem.

No passeio pela Maria Fumaça percorremos cerca 23 km de ferrovia, numa velocidade tranquila, podendo apreciar toda o caminho – que dependendo da época, estará repleto de hortênsias. E mais que percorrer esse trecho de Maria Fumaça, que por si só já é uma alegria incrível, ali a gente começa a conhecendo (ou relembrando) da cultura italiana pelas cantorias, visto que grupos musicais se revezam pelos vagões fazendo a alegria dos passageiros. Ali também é apresentado um pouco das músicas gauchas.

maria fumaça

A Chegada da Maria Fumaça na Estação de Carlos Barbosa

Uma parada é feita, para degustação de vinho e suco de uva, em Garibaldi. Ali, é possível ir ao banheiro e também comprar alguma coisa para comer, caso sinta fome.

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Aquela tentativa de foto na parada de Garibaldi

Esse passeio pode sair tanto de Bento Gonçalves quanto de Carlos Barbosa, de acordo com o horário escolhido. Mas para fazer a dobradinha com a Epopeia começando pela Maria Fumaça, é legal que compre a opção que sai de Carlos Barbosa. O deslocamento até lá estará incluso no passeio, e possivelmente será de ônibus de turismo.

maria fumaça

Sobre as hortênsias e flores do nosso percurso

Quem realiza o passeio é a Giordani Turismo, e a gente conta toda a nossa experiência em outro post do blog. Vale a pena conferir!

Após o mergulho na musicalização através da viagem com a Maria Fumaça, nada melhor do que entender como se deu a imigração italiana através do espetáculo que é apresentado no Parque Epopeia Italiana. Somos levados a percorrer cenários com os principais desafios encontrados pelos italianos ao desembarcarem na região, e como eles aprenderam a viver ali.

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Sobre a locação da ultima cena da Epopeia Italiana

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Loja de lembranças e vinhos, no Parque Epopeia Italiana – Bento Gonçalves

A apresentação não pode ser filmada e nem fotografada, mas sim narrada. Num post exclusivo tentamos descrever nossa experiência por lá, e a dica é conferir.

Essa dupla são um dos passeios mais caros por Bento Gonçalves, mas vale demais da conta. O valor atual do passeio (março/2020) está em R$119,00 (cento e dezenove reais), sendo que criança até os 5 anos é gratuito. Mas os preços podem variar de acordo com a alta e baixa temporada.

E para fechar a noite, considerando o cansaço do deslocamento e também que a hospedagem será no centro de Bento Gonçalves, a dica é procurar um restaurante perto e aconchegante. A nossa dica é o Caldeira, e também dá para saber como foi nossa experiência por lá no blog!

Segundo Dia: O Vale dos Vinhedos e as Cantinas Históricas

Cinco são as rotas turísticas de Bento, e o bom mesmo seria tirar um dia (ou mais) para cada uma delas. Mas como a nossa proposta aqui é um roteiro de 3 dias, a dica será condensar duas rotas num dia apenas.

Aqui, para o segundo dia, a sugestão é começar com o Vale dos Vinhedos. Nessa rota, termos algumas das vinícolas mais famosas e premiadas do Brasil, como a Casa Valduga e a Miolo. Programe conhecer uma vinícola maior e outra menor, para também ver como as pequenas vinícolas de profissionalizaram e entregam produtos de qualidade – e que geralmente não estamos acostumados a ver nas nossas cidades.

Como não se atreverei a destacar duas vinícolas para visitar pela manhã do segundo dia, deixarei aqui a indicação para leitura do post do blog Vida & Vinho. Outro post bacana que deixa a gente louco com as opções é do blog Café Viagem. Entretanto, seguem algumas fotinhas das nossas experiências, para ir aguçando os sentidos.

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O Castelo da Cave de Pedra – Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves

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Sobre os cenários da Casa Valduga – Vale dos Vinhedos

casa valduga

Manu e os parreirais da Casa Valguda

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Aquele gelato no Leopoldina Jardim

Considere o percurso pelo Vale dos Vinhedos até umas 15 horas, já considerando o almoço. Dali, a dica é partir para a Rota Cantinas Históricas, e curtir um final de tarde bem charmoso com alguma das experiências ofertadas pela Vinícola Cristofoli. Quando fomos, aproveitamos o Edredom nos Parreirais, e posso dizer que foi uma das experiências mais bacana que tivemos nestas viagens.

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Recepção da Vinhos Cristofoli

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Sobre o edredom nos parreirais na Vinícola Cristofoli

Caso opte por essa mesma experiência,  a dica aqui é almoçar pouco, só para não ficar com fome. A tabua que vem no pacote do Edredom é ótima, e serve com tranquilidade até 4 adultos com fome. Já o vinho, se forem em 4, acho que terão que adicionar mais uma garrafa. Aproveite o final da tarde para ver o sol se pôr, respirar o ar das serras gaúchas e registrar mentalmente estes momentos.

Terceiro Dia: Turismo Rural em Bento Gonçalves pela Rota Caminhos de Pedra

Independente se estiver ou não com criança, se curte turismo rural, aconselho muito a visita na Casa da Ovelha. No parque, é possível ter noção das diversas atividades que são desenvolvidas para a criação de ovelhas, além de ver um espetáculo de pastoreio.

casa da ovelha

A Entrada do Parque Casa da Ovelha

Os horários das atividades são pre-definidos, e só é possível chegar no inicio de cada tarefa. Assim, verifique antes os horários e chegue um pouquinho antes, para dar tempo de se paramentar para a visita. E caso tenhas atração por queijos, iogurtes e outros itens deste animal, prepare-se, que ali é um deleite aos olhos. A nossa experiência por lá também tá toda descrita no blog. E se ficou balançado, por que não conferir?

casa da ovelha

Conhecendo a rotina em uma fazenda de ovelhas em Bento Gonçalves

casa da ovelha

As Ovelhas!

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Falcoaria – porque nem só de ovelhas vive a Casa das Ovelhas!

Nessa rota, também é possível conhecer outras atrações e vinícolas. Vale a pena percorre-la com calma e apreciar as paradas. Para almoço, ali também guarda bons restaurantes, e aqui a nossa dica é a Casa Vanni.

Casa Vanni

Casa Vanni – Caminhos de Pedra – Bento Gonçalves/RS

Imaginando que depois dessa experiência seja a hora de partir, o nosso roteiro acaba por aqui, após o almoço e deixando um tempo tanto para andar com mais calma pela rota quanto para já retornar sem pressa e com o gostinho de quero mais.

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Sobre o tempo mudara com o andar do dia em Bento Gonçalves

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Igreja Matriz de Cristo Rei, a Catedral do Vinho, em Bento Gonçalves

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Das paisagens que a gente deve apreciar nos roteiros de Bento Gonçalves

Dicas importantes para conhecer Bento Gonçalves!

– Fomos para a Bento Gonçalves em janeiro, e pegamos tanto temperaturas amenas, quanto frio e calor. Pasmem! Então para que a bagagem não fique pesada, a dica aqui é privilegiar roupas que dê para vestir em camadas. Tipo colocar um vestido leve, meia calça (caso frio) e um casaquinho;

– Durante os passeios pelas rotas turísticas, carregue uma garrafa de água. Como são muitas degustações e as vezes, nem sempre chegamos nos locais e temos água a disposição, uma garrafinha não faz mal;

– Alugue um carro e eleja  um motorista da rodada. Isso fará com que possa se deslocar muito mais tranquilamente, podendo mudar a rota na hora que bem entender; O Café Viagem deu algumas dicas em seu post, e é legal conferir também. Mas se todos quiserem entrar na degustação, talvez vale a pena por um sapato confortável e usar o serviço de aplicativo de transporte, como o Uber e afins.

– Aproveite para parar durante os deslocamentos. Muitas são as edificações e paisagens incríveis na região.

No mais, aproveite essa cidade! E depois vem aqui contar nos comentários qual das experiências que mais gostou!

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