Amo praia, mas não posso negar meu fascínio pelas cachoeiras. Quando vi no instagram do Capixaba da Gema que tinha uma mais perto de nós do que imaginava, logo mostrei a matéria para o Luciano e fomos avaliar de ir conhecer o Vale das Cachoeiras – Piapitangui em Viana com a pequena. Em outro blog, o Destinões tem o caminho do Vale mais detalhado, e depois de ler tudo com atenção, julgamos possível o passeio, pelo menos para a Cachoeira ‘principal’.

Ainda em casa, sabendo que lá não tem água potável e nem nada para comer, preparamos o nosso kit de alimentação para o dia: suco natural congelado, água, frutas (aqui aconselho a colocar em alguma vasilha plástica, para evitar que amasse durante o percurso – e coloque umas bananas, que será bom para dar energia) e um almoço prático (para estas ocasiões, estou fazendo arroz de carreteiro). Como a pequena pediu, entrou também um pacote de biscoito recheado (que às vezes liberamos para ela aqui em casa). Tudo devidamente ajeitado numa mochila, partimos rumo à aventura do dia. 

Chegar de carro até o local que dá para deixar o carro, seguindo apenas a montagem apresentada no Capixaba da Gema é fácil. Para a parte da trilha, indico carregar as trilhas do Destinões no celular e ir conferindo no caminho.

Seguimos a trilha tida como ‘mais fácil’. E o que dizer dela: o início é pesadinha, subir uma ladeira boa já de cara pode fazer perder o fôlego. Mas no final, tem  uma parte ‘quase’ plana, que dá para seguir andando mais tranquilo. O que chamo atenção aqui é a parte final da trilha, que devemos descer para chegar à cachoeira. Ela é bem inclinada, e embora tenha uns cipós para ajudar a descida, não indico ir em dias de chuva (ou que tenha chovido na véspera). Para percorrer a trilha, o Luciano foi com a Manu no colo (na parte plana, ela andou um pouco) e eu fui levando a mochila. Aí é bom tentar concentrar tudo numa única coisa, de preferência fácil de carregar e que deixe as mãos livres.

Início da subida: os pontinhas lá em baixo são os carros

Uma panorâmica do visual da trilha

A parte ‘quase’ plana

Início do último trecho: acredite, aqui é hard!
Para os corajosos, este é um perfil da trilha pesada (fomos pela leve)


Foram cerca de 30 minutos em ritmo bom de caminhada para chegar na Cachoeira. E como compensa. As águas são cristalinas, e tem uma parte boa que é mais rasa – o que amamos! Onde nas fotos a cor da água está meio esverdeada, é porque ali é mais fundo – onde dá para ‘pular da pedra’.

Manu aproveitando!

Cachoeira: foco na parte rasa!

Cachoeira abaixo

Água esverdeada: onde o pessoal pula da pedra – deve ter uns 2 metros de profundidade

Foco para a grande parte rasa: mobilidade para Manu

Aproveitando

Parte mais rasa: uns 40 cm de profundidade

Vista da parte rasa

Nós

Águas cristalinas

Será que Manu aproveitou?

Praticando o equilíbrio!


Como chegar ali não foi uma tarefa fácil, e sabíamos que assim seria, levamos mantimentos para passar o dia – literalmente. Manu almoçou, comeu biscoito, banana e tomou muito suco e água. Assim, não teve neura dela não ter se alimentado bem ou algo do tipo. Quando deu umas 15 horas, começou a dar uns pingos de chuva. Cientes de que subir a última parte da trilha com Manu não seria fácil, e com chuva não seria nada legal, arrumamos as nossas coisas e fomos rumo ao carro antes de qualquer imprevisto.

No nosso kit alimentação tem uma toalha de piquenique. Aproveitamos ela para fazer um slim e assim o Luciano pode subir a parte trash da trilha com as mãos livres. E não é que a pequena aproveitou, assim que começamos a parte ‘quase plana’ ela relembrou os tempos de bebê e tirou um soninho até o carro!

Manu chochilando

Vista da trilha: retornando

Chegando no ‘Parking’


Deixamos no carro toalhas, mudas de roupa (principalmente para trocar Manu e ela não ficar no ar do carro com roupa molhada) e um biscoito reserva. 

Não chegamos a percorrer o Vale e conhecer outras duas cachoeiras: uma rio abaixo e outra rio acima. O caminho para elas era com pedras e preferimos não abusar da sorte com a pequena. Mas para quem puder percorrer, não perca a chance. Daqui a alguns anos, quando Manu conseguir ir sozinha (entenda aqui, sem ser no colo), vamos conhecer também!

Sobre o passeio: leve também repelente. Levei por acaso (estava na mochila) e agradeço por ter encontrado ele lá. Quando não se está na água, mesmo com protetor solar, os mosquitos aparecem para dar o ar da graça (principalmente quando estávamos indo embora). Passar repelente no caminho de volta garantiu chegar no carro sem stress. Leve também muito líquido. Fomos num dia nublado, e mesmo assim suamos bastante na trilha.

Fomos (inocentes!) de chinelo. A dica aqui é ir com um calçado de trekking ou um tênis com um bom solado e lá ficar descalço. Teve trecho  que foi melhor ir descalço para não escorregar que prosseguir de havaianas.

No mais, aproveite o local. Lá é muito bonito! E não deixe lixo nem lá nem no caminho!

ATUALIZAÇÃO: Ontem (11/06/2016) Fiquei sabendo que o acesso as cachoeiras está fechado. Motivo: a galera estava abusando e deixando lixo por lá! Uma pena!
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